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A deslignificação com oxigênio é considerada
uma extensão do processo de cozimento iniciado no digestor,
porém sob condições mais brandas. O seu objetivo
é remover a lignina remanescente na polpa marrom. A taxa
de deslignificação normalmente obtida é de
35% para madeiras de fibras curtas (eucalipto) e 45% para madeiras
de fibras longas (pinus).
Este processo é usualmente conduzido sob pressão
e condições alcalinas, sendo que o processo à
média consistência (MCOD) é o mais utilizado
pelas fábricas de celulose.
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| Deslignificação com oxigênio
(MCOD) |
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| Os principais benefícios advindos da deslignificação
com oxigênio estão relacionados com o meio-ambiente.
Isto se deve ao fato de que os dois principais produtos utilizados
(oxigênio e álcali), como também os materiais
orgânicos e inorgânicos removidos da polpa, são
compatíveis com o sistema de recuperação do
processo kraft.
Principais benefícios:
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Deslignificação adicional na faixa de
35 a 50%, dependendo da matéria-prima utilizada; |
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Redução no consumo de outros produtos
oxidantes utilizados no branqueamento (cloro, dióxido de
cloro, peróxido de hidrogênio e ozônio); |
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Redução do impacto ambiental do branqueamento
através da menor geração de organo-clorados
(AOX), menores índices de DBO, DQO e cor do efluente; |
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Possibilita condições favoráveis
para obtenção de alvuras mais elevadas e estáveis; |
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Permite deslignificação de forma mais
seletiva, com maior preservação das propriedades físico-mecânicas
da polpa. |
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